
O dia está cinza e eu tomei uma decisão: quero te ver.
Mesmo que eu não possa sentir a sua língua cálida, flamejar meus poros gustativos;
Mesmo que eu não possa ter as suas mãos descobrindo meu rosto;
Mesmo que eu não tenha mais o direito de reter o seu perfume na minha memória;
Ainda assim eu quero te ver, porque agora é agosto.
Espere...
Não é agosto?
Não é a gosto?
Então não quero te ver.
Suma daqui com estes teus beijos tóxicos, com estas mãos ásperas e com este cheiro fétido de quem já se foi há muito tempo.
Suma da minha vida e me deixe sozinha com minhas lembranças-restos-(i)mortais.