<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265450202242646930</id><updated>2009-11-11T01:07:58.176-08:00</updated><title type='text'>Diálogo?</title><subtitle type='html'>Das conversas com a superfície refletora, dando ênfase aos dias aconchegantemente chuvosos. Diálogo? Sinta-se a vontade e puxe um travessão.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://incontaveis.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265450202242646930/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://incontaveis.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265450202242646930/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>Camila Vivas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08639821876600775079</uri><email>noreply@blogger.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>32</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265450202242646930.post-666315925774033755</id><published>2009-11-01T16:21:00.000-08:00</published><updated>2009-11-01T17:13:21.328-08:00</updated><title type='text'>O esquecimento que fica para trás ou Das coisas que te disse</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_cOzfkIoYNVU/Su4yCazWFAI/AAAAAAAAAME/9HgO7cu4gkU/s1600-h/MP4+036.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399308020399608834" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_cOzfkIoYNVU/Su4yCazWFAI/AAAAAAAAAME/9HgO7cu4gkU/s320/MP4+036.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Olha, eu estou escrevendo só pra dizer que não farei como no princípio, como em outras vezes. Cansei das lágrimas, das dúvidas, das fraquezas e, sobretudo, cansei do medo de arriscar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou aberta à sorrisos, porque a sua alegria, a sua paciência, os seus (bons e maus) conselhos, as suas músicas e a tua voz calma, me fazem muito bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já estou possuída de certezas, que fluíram de você pra mim e agora cercam nossas conversas e planos. Tudo isso me acalenta a alma como em dias frios na tua presença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A força do seu bem querer não me deixa fraquejar. Quando sinto que não existo mais, me reconheço nas suas palavras, e de repente estou tão perto de você!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho sonhos mirabolantes (daqueles que vale a pena perder o sono), não tenho medo de sorrir sozinha na fila do banco, já não vejo a vida seguir sem mim, porque há muito, quando você chegou pra mim, levantei as mãos ao céu, me permiti tentar ser mais do que fui. Agora desafio as pessoas que acreditam em distância. E, apesar de continuar gostando de viver nas entrelinhas, você me compreende como se eu estivesse me expondo em corpo, alma e vísceras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço à sorte, às pessoas que me construíram o mundo, às boas coincidências, aos fracassos felizes, ao destino, à tudo que me aconteceu, à &lt;strong&gt;você &lt;/strong&gt;que fez de mim um punhado de coisas melhoradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E porque não canso de repetir e ouvir palavras grandiloqüentes como “sempre” e “nunca”, não me canso das declarações.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265450202242646930-666315925774033755?l=incontaveis.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://incontaveis.blogspot.com/feeds/666315925774033755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8265450202242646930&amp;postID=666315925774033755&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265450202242646930/posts/default/666315925774033755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265450202242646930/posts/default/666315925774033755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://incontaveis.blogspot.com/2009/11/olha-eu-estou-escrevendo-so-pra-dizer.html' title='O esquecimento que fica para trás ou Das coisas que te disse'/><author><name>Camila Vivas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08639821876600775079</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17238424240442383190'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_cOzfkIoYNVU/Su4yCazWFAI/AAAAAAAAAME/9HgO7cu4gkU/s72-c/MP4+036.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265450202242646930.post-5490224449116733614</id><published>2008-10-10T14:20:00.000-07:00</published><updated>2008-10-10T16:17:50.492-07:00</updated><title type='text'>A Falta</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_cOzfkIoYNVU/SO_gmBSS9-I/AAAAAAAAAJM/N7JdMUThnrs/s1600-h/albireo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5255666233949485026" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_cOzfkIoYNVU/SO_gmBSS9-I/AAAAAAAAAJM/N7JdMUThnrs/s320/albireo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;No caminho de volta ao lar, ela viu aqueles riscos amarelados, no céu azul. E alguma coisa naquelela aquarela celestial, despertou uma dor já conhecida, e, talvez por isso mesmo, já confortável. Ela sentiu o calor, não do sol, mas do abraço dele. E os riscos amarelos tranformaram-se em ponte. E a música caiu leve nos ouvidos. E a cidade já não era a mesma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Ao chegar em casa, teve vontade de sair, de refazer os caminhos por ela e ele já percorridos. Calçou novamente os sapatos, mas ao sair, olhou o relógio da cozinha e viu que por mais que desejasse, o trânsito daquele horário era maior que tudo. Deitou na cama para fingir ouvir música, quando na verdade, a lembrança da voz dele é que estaria entrando pelos seus ouvidos. Sentiu uma saudade doída, daquelas que não sentia desde o dia seguinte ao que ele havia partido. Então as lágrima caíram, como pétalas de um girassol ressecado que não voltará a buscar o sol. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Na cama, entre flores, sons e nuances do céu, ela viu uma estrela -a primeira da noite- sozinha lá em cima. Na sua cabeça, estava sozinha como aquela estrela, pois apesar de estarem sob o mesmo céu, ele não estava por perto. A música, e ao mesmo tempo, o seu pensamento, diziam: "I can't take my mind off you..."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Pensou no dia que estaria por vir e lembrou que ele não estaria com ela ao amanhecer. Ele não estaria aqui, quando aquela nuvem escura resolvesse desabar no meio da noite. Não estaria aqui pra dividir o memso travesseiro. Ele simplesmente não estaria...não estaria...&lt;em&gt;não! "Ele está comigo sim."&lt;/em&gt; Apertou o anel no seu dedo, chorou um pouco mais e soube que ele estava bem ali.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Pensou no amor que os uniu, nos momentos que passaram juntos e nos que, com certeza, ainda passariam. A saudade ainda estava com ela, mas dessa vez o amor também estava lá. E ela entendeu que essas duas coisas andariam sempre de mãos dadas, como grandes amigas. Entendeu que jamais viveria sem ele, porque estavam ligados como o entardecer e o amanhecer. Teriam um ao otro, independente de qualquer coisa. Teriam seus beijos intermináveis, suas mãos entrelaçadas, seus abraços firmes e bem encaixados, seus risos bobos e tantas outras coisas que só eles podiam imaginar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Sentou em frente a janela, sentiu o ar fresco e viu uma segunda estrela, próxima da primogênita da noite. Sorriu suavemente e soube que era ele que havia se aproximado dela. Foi esperar a chegada das 23:00 horas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;_________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela primeira vez, exponho-me tão abertamente nesta página da internet. Essa da história não é outra, senão inteiramente eu. O texto é simplório, mas você, Amor meu, pode me ver entre os espaços e tansformar o que eu digo. Só queria estar perto e poder dizer que te amo muito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265450202242646930-5490224449116733614?l=incontaveis.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://incontaveis.blogspot.com/feeds/5490224449116733614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8265450202242646930&amp;postID=5490224449116733614&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265450202242646930/posts/default/5490224449116733614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265450202242646930/posts/default/5490224449116733614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://incontaveis.blogspot.com/2008/10/do-sentir.html' title='A Falta'/><author><name>Camila Vivas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08639821876600775079</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17238424240442383190'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_cOzfkIoYNVU/SO_gmBSS9-I/AAAAAAAAAJM/N7JdMUThnrs/s72-c/albireo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265450202242646930.post-4039076097981662547</id><published>2008-08-24T17:50:00.000-07:00</published><updated>2008-08-24T17:53:50.988-07:00</updated><title type='text'>Memorialismo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_-g6GIivU5V0/SLICL2r8eRI/AAAAAAAAAC0/TLMiJfkD4ds/s1600-h/nuvens-andradas.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_-g6GIivU5V0/SLICL2r8eRI/AAAAAAAAAC0/TLMiJfkD4ds/s320/nuvens-andradas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238251719266957586" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;22 de janeiro de 1991.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;50 anos se passaram desde aquela festa de formatura. Sinto-me tão estranho. Todos os valores têm sido mudados na minha vida desde então. Daqui a dez anos estaremos no século XXI, e lembrando-me dos velhos, tenho uma impressão que tudo foi como um dia ensolarado de verão com os amigos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pois, bem. Cá estou, numa casinha que comprei recente, em Copacabana, num fim de tarde e me deparei com umas fotos antigas, que estavam escondidas num caixinha que mal dava pra respirar de tão empoeirada que se achava. Lá não só encontravam-se fotos, mas também convites para festas adolescentes; “vista-se de branco”, dizia um deles, com citações de uma esposa de alguém, talvez de um escritor famoso dos anos 20. Quando se é jovem, encontra inspiração em qualquer um que tem partido. Lembrei-me, da porta que se abria e Nina dizia sempre sorridente; “Venha cá, esqueça de tudo, nunca nos sentimos entediados mesmo, não é meu bem?!”. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E ela estava certa, nunca nos sentíamos entediados, tínhamos tempo demais pra decidirmos a nosso favor; vestíamos nosso melhor, brigávamos, mas, os pensamentos sempre consertavam as situações. Nunca sentíamos frio, ou nos preocupávamos que o tempo chegaria ao fim.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;As recordações agora vêm à tona.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Quando fui embora da cidade, parti da estação com uma mochila e um pouco de trepidação. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Alguém disse: “se eu não fosse cuidadoso, não sobraria nada para mim, e nada com o que me importar nos anos 70”. Mas fingi não ter escutado nada, e me acomodei. Enquanto seguia a viajem, sonhei que meus sapatos estavam no ar e eu tinha me descolado da poltrona, parecia que o mundo estava começando a ficar sem gravidade; eu tinha disparado através de uma porta que se fechava. Entretanto, mesmo assim, eu achava que nunca me sentiria entediado. A partir daquele dia, fiquei sempre esperando, que ao olhar para trás, poderia sempre contar com um amigo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Agora eu sento junto a rostos diferentes, muitas vezes, em quartos alugados e lugares estrangeiros. Todas as pessoas que eu beijava, algumas estão aqui e algumas já se foram.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Nos anos 90, nunca pensei que eu chegaria a ser a criatura que eu pretendia, mas, eu pensava que apesar dos sonhos, você estaria sentado em algum luga&lt;/span&gt;r &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;comigo.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265450202242646930-4039076097981662547?l=incontaveis.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://incontaveis.blogspot.com/feeds/4039076097981662547/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8265450202242646930&amp;postID=4039076097981662547&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265450202242646930/posts/default/4039076097981662547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265450202242646930/posts/default/4039076097981662547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://incontaveis.blogspot.com/2008/08/memorialismo_24.html' title='Memorialismo'/><author><name>Rafael Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08883189879045647364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12372656884925591466'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-g6GIivU5V0/SLICL2r8eRI/AAAAAAAAAC0/TLMiJfkD4ds/s72-c/nuvens-andradas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265450202242646930.post-5876820686783732868</id><published>2008-08-10T13:39:00.000-07:00</published><updated>2008-08-23T15:03:19.401-07:00</updated><title type='text'>O Rastro de Suor (Parte I)</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_cOzfkIoYNVU/SJ9nx4Q2ZGI/AAAAAAAAAIo/ae2wckuSQEo/s1600-h/0presidio.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5233015398642115682" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_cOzfkIoYNVU/SJ9nx4Q2ZGI/AAAAAAAAAIo/ae2wckuSQEo/s320/0presidio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Saiu da cadeia sem um puto.&lt;br /&gt;A rua passava por ele como se o cortasse em pedaços pequenos que pudessem passar nos espaços das valas de esgoto.&lt;br /&gt;Não tinha pra onde ir e pôs-se a seguir o fio de sujeira que escorria entre as frestas da calçada. Foi parar num buraco imenso, frente a uma construção.&lt;br /&gt;Tudo ali parecia pó e abandono.&lt;br /&gt;Olhou-se num meio espelho rachado que estava pendurado num prego por uma tira de fio dental. A barba estava feita, o cabelo bem penteado e aquela imagem até parecia com os homens comuns que ele encontrou no meio do caminho.&lt;br /&gt;O que era mesmo ser homem?&lt;br /&gt;Fez um apanhado de lembranças juvenis: homem não chora; homem tem que impor respeito; homem tem carne fraca e pode ter quantas mulheres quiser.&lt;br /&gt;Aquilo é ser homem?&lt;br /&gt;Lembrou-se das vezes que chorou escondido quando ninguém ia te visitar. Lembrou que sempre escutava, com mais medo que atenção, as ordens do Tonhão nos horários do banho de sol. Lembrou-se ainda dos momentos que a carne pedia prazer e ele, farejando como um bicho, buscava o companheiro de cela.&lt;br /&gt;-&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Eu&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;sou&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;homem&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;Berrou tanto e tão descontroladamente, que conseguiu fragmentar ainda mas o que restava do espelho.&lt;br /&gt;E o homem ficou espalhado em fragmentos pelo chão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265450202242646930-5876820686783732868?l=incontaveis.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://incontaveis.blogspot.com/feeds/5876820686783732868/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8265450202242646930&amp;postID=5876820686783732868&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265450202242646930/posts/default/5876820686783732868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265450202242646930/posts/default/5876820686783732868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://incontaveis.blogspot.com/2008/08/o-rastro-de-suor-parte-i.html' title='O Rastro de Suor (Parte I)'/><author><name>Camila Vivas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08639821876600775079</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17238424240442383190'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_cOzfkIoYNVU/SJ9nx4Q2ZGI/AAAAAAAAAIo/ae2wckuSQEo/s72-c/0presidio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265450202242646930.post-8164831295105003911</id><published>2008-07-04T08:23:00.000-07:00</published><updated>2008-07-08T20:25:00.783-07:00</updated><title type='text'>Do nascimento de "Lokura"</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_cOzfkIoYNVU/SG52ryVKlHI/AAAAAAAAAH8/j2o9ZDKs64I/s1600-h/Lokura.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5219239512785982578" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 353px; CURSOR: hand; HEIGHT: 236px; TEXT-ALIGN: center" height="229" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_cOzfkIoYNVU/SG52ryVKlHI/AAAAAAAAAH8/j2o9ZDKs64I/s320/Lokura.jpg" width="349" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Frio.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Faz um estranho frio neste crepúsculo no verão. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu, aconchegada nos meus 39 anos, estou sentada na varanda de um casebre alugado, relembrando cenas de um passado ainda tão quente em mim.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-Amor, vem deitar aqui comigo.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-Estou atrasado, hoje não dá, querida.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-Você nunca passa uma noite inteira comigo. Nunca pude contemplar o seu rosto nas frestas da cortina, sob a luz do amanhecer.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-Pequena, você sabe que eu não posso. Pelo menos por enquanto. Espera só mais alguns meses.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-Você não pode ou não quer?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-Por favor, não me venha com essa. Não tenho tempo pra isso agora.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-"Agora"? Tempo pra nós dois, você nunca tem. Mas tudo, bem, não vamos falar disso. Até porque, você já está vestido, vai abrir a porta, ir pra sua real vidinha e me deixar com lágrimas nos olhos, falando sozinha.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-Você acaba comigo quando fala assim.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-E você acaba comigo quando mostra a realidade.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-Olha, fica com esse cheque, compra um vestido novo, porque vou te levar pra jantar.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-Amanhã?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-Não. Amanhã não. Na semana que vem.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-E quando nos vemos?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-Na semana que vem, oras. Quando eu vier te buscar pro jantar.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-Os nossos encontros têm sido cada vez mais esporádicos.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-Você sabe o motivo. Eu estava me arriscando muito e eu não quero magoar ninguém.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-Ok!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-Te amo muito, minha pequena. Fica bem, tá?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-Vou tentar. Vou tentar.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu enganava a mim mesma ou enganava ele?&lt;br /&gt;Ele sempre teve certeza que eu sofria desesperadamente com a sua ausência. Coitado. Nunca soube que isto só aconteceu tempos depois. Muito depois.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-Por que você quis me encontrar aqui?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-Eu sei que você gosta de Frida Kahlo.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-E você acha que me trazer neste vernissage foi um bom presente?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-Eu pensei que você fosse gostar. Qual o problema?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;- O problema? Ah, não é nada. Só o fato de que tenho que ficar um pouco afastada de você para que ninguém perceba que somos íntimos demais.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-O que você queria? Que eu te abrçasse, saísse pelo museu e parasse em frente a "Raízes" que é a última obra desta sessão, te beijando na frente de todo mundo, inclusive da minha secretária?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-É isso. Você conseguiu adivinhar. Eu quero você comigo. Quero você sempre. Não uma vez por semana e em encontros disfarçados.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-Fale mais baixo ou alguém pode escutar.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-Não se preocupe. Se alguém ouviu alguma coisa e estiver vindo pra cá, vai pensar que você está falando sozinho, porque eu já vou embora.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-Não. Não vá. Vamos pro carro.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-Nossa. Depois de se preocupar tanto com os centímetros de distância, agora está querendo que eu vá pro seu carro com você?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-Por favor, Ana. Vamos logo, sem mais falações daqui até lá.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-Pronto. Estamos aqui como você quis.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-Eu naõ estava aguenta nossa distância. Admito ter sido uma péssima idéia. Desculpa. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-Essa situação está ficando insustentável.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-Eu precisava sentir sua pele. Tirar seu batom...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-Pára, pára, Miguel. Precisamos conversar.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-Ana, vamos aproveitar.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-Nós temos que aproveitar, porque não sabemos quando vamos nos encontar novamente, não é?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-Não é isso. A gente tem que aproveitar o momento, a vida, o amor que a gente tem.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-Eu não aguento mais. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-Você não aguenta mais me amar?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-Talvez. Eu sei que é lindo acreditar que o amor é maior que tudo, mas faz tempo que não leio contos de fadas. A nossa situação fez do meu amor um poço. Um poço daqueles bem fundos, onde a gente não sabe se lá embaixo é chão firme ou água.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-Espera... não vá! &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-É só isso que você tem a dizer?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Não sei como fui me envolver com um homem tão babaca como ele. Nem atitude pra&lt;/span&gt; me dar um último beijo, ele teve. Ou pelo menos, naquele dia, eu pensei que pudesse ter sido o último beijo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-Você trocou a fechadura?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-É, troquei, porque a outra quebrou.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-Achei que tivesse trocado para que eu não pudesse entrar.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-Não.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-Por que você não estava atendendo minhas ligações?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-Eu atendi. Tanto que estou estou te esperando aqui faz meia hora.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-Desculpe o atraso, é que...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-Satisfações são desnecessárias.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-Não faz isso comigo. Essa sua indiferença é terrível. Por que não continuamos juntos? Eu te amo muito, Ana e smpre tive certeza que você não duvidava disso.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-Como podemos ficar juntos? Uma vz por semana? Escondido de todo mundo? Eu não quero essa vida pra mim.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-Eu pedi pra você ter paciência. Já dei entrada nos papéis da separação. Hoje é aniversário do Pedro e ele quer que eu leve ele e a mãe pra fazenda do avô. Se você quiser, quando eu voltar, passo pra te pegar e a gente vai pr'uma casinha que aluguei em Caeté.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-Você está falando a verdade?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-Eu nunca menti pra você. Mas agora preciso ir. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-Eu te amo, Miguel. Durante todos esses anos nunca tive muita certeza disso. Mas no momento, as palavras me fogem e tudo parece pequeno demais para caber minhas sensações.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O melhor beijo da minha vida. A lembrança que jamais esquecerei. A minha maior dor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Naquele dia, a felicidade era grande, mas o instinto de desconfiança persistia em fazer parte de mim. Então decidi seguir o Miguel. Vi o carro dele parado na porta de casa e minutos depois a mulher, o filho e ele, entravam no carro com as malas. Isso deveria ser suficiente para comprovar que o Miguel não mentira para mim. Mas não foi. Decidi seguir o carro dele e ver onde iam. Depois de duas horas de viagem, vi o carro da família entrar na fazenda Albuquerque. Agora eu estava satisfeita, mas havia um problema: o Miguel não poderia saber que o segui até ali, porque seria falta de confiança da minha parte. Resolvi ligar pra ele e pedir um requeijão fresco, com goiabada, que era vendido numa loja na beira da estrada. Assim eu ganharia tempo pra passar na frente dele. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E o meu plano havia dado certo, porque cheguei em casa a tempo de colocar o carro na garagem e assistir um pouco de televisão. Foi então que senti um aperto no peito. A notícia no jornal anunciava que havia ocorrido um assaltado numa loja em beira de estrada; a mesma loja em que pedi pro Miguel passar. O resultado do assaltado era a morte de duas pessoas, dentre essas, estava Miguel. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Às vezes, me martirizo com as escolhas erradas. Depois de tantos anos, descobri que de fato o amava. De vez em quando, quando a saudade aperta, posso ver o Miguel nos olhos e no sorriso do nosso filho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agora, estou confortavelmente feliz nesse fim de tarde vendo meu filho e meu marido chegarem da pescaria no lago que fica aos fundos da casinha que ele alugou em Caeté.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;&lt;strong&gt;Nota da autora&lt;/strong&gt;: título e imagem fazem parte do Diário de Frida Kahlo. Como se pode ver na imagem, Frida conta uma estória sobre "Ojo Único" e a belíssima "Neferísis, que se casam num mês calorento e vital. Desse casamento nasce um filho de rosto estranho, chamado "Neferúnico", que mais tarde torna-se fundador da cidade comumente chamada "Lokura".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265450202242646930-8164831295105003911?l=incontaveis.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://incontaveis.blogspot.com/feeds/8164831295105003911/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8265450202242646930&amp;postID=8164831295105003911&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265450202242646930/posts/default/8164831295105003911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265450202242646930/posts/default/8164831295105003911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://incontaveis.blogspot.com/2008/07/do-nascimento-de-lokura.html' title='Do nascimento de &quot;Lokura&quot;'/><author><name>Camila Vivas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08639821876600775079</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17238424240442383190'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_cOzfkIoYNVU/SG52ryVKlHI/AAAAAAAAAH8/j2o9ZDKs64I/s72-c/Lokura.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265450202242646930.post-2866617818353668415</id><published>2008-05-08T05:46:00.000-07:00</published><updated>2008-06-13T18:47:02.462-07:00</updated><title type='text'>Um conto d'um fato (ou um contado, ou seria contato?!)</title><content type='html'>Ele marcou um encontro com ela.&lt;br /&gt;Cinema (beijos e afagos)-18:00h (meio termo entre a falecida luz e a nascida escuridão).&lt;br /&gt;O relógio marcava 17h 30min e ele já estava lá, com buquê de rosas vermelhas e flores do campo.&lt;br /&gt;Sempre ouvira dizer que as rosas vermelhas eram símbolo de amor, e deveras, era com um buquê igualzinho a este (um pouco ressecado e desleixado) que o seu pai pedia desculpas à esposa e em seguida ia direto para o quarto.&lt;br /&gt;Pôs o perfume do irmão mais velho, gel (mas não muito, caso ela quisesse acariciar-lhe os cabelos), e a sua melhor roupa.&lt;br /&gt;Enquanto pensava no trajeto realizado, olhava mecanicamente o relógio: "17h 55min- ela já deve estar a caminho"&lt;br /&gt;Ele gostava tanto dela! Faria qualquer coisa para que ela deixasse de ser apenas o sonho de todas as noites. Por vezes acordava atordoado, após sonhar que afundava-se no verde dos olhos dela e na boca aveludada. Foi a vontade louca de transformar o sonho em realidade, que o impulsionou a fazer o convite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18h 05min&lt;br /&gt;Bem, pelo visto ela não era pontual, &lt;em&gt;mas isso lá importava&lt;/em&gt;?&lt;br /&gt;Tantas vezes ele já esperou anciosamente pelas aulas de laboratório, onde ela sentava bem a sua frente. Esta era só mais uma espera.&lt;br /&gt;Ele andava de um lado para o outro e olhava a chuva que caia no teto solar do shopping.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, uma senhora na banca de flores o observava e quase podia sentir a sua angústia. Diversas vezes ela acompanhou rapazotes em situações como esta. Acompanhava a cena como quem assiste o último caítulo de uma novela. Gostava de saber qual destino teriam as rosas que ela mesma colheu: lata de lixo ou diário de garotinhas apaixondas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18h 3omin&lt;br /&gt;"Deve ser a chuva. Ela está atrasada, mas virá, com certeza."&lt;br /&gt;Repetia paulatinamente para si mesmo.&lt;br /&gt;A sessão das 18:00h já havia começada há tempos, mas eles poderiam pegar a próxima sessão.&lt;br /&gt;De qualquer forma, era mehor esperar.&lt;br /&gt;Outros casais entravam felizes para assistir o filme. &lt;em&gt;Quando seria a sua vez? Quando seria feliz?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tic-tac.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19h 07min&lt;br /&gt;Custava- lhe encarar isso, mas de fato, ela não veio.&lt;br /&gt;Queria chorar, mas lembrou que "homem não chora".&lt;br /&gt;Como olharia pra ela novamente?&lt;br /&gt;Os seus sonhos transformariam-se em pesadelos.&lt;br /&gt;Jogou as flores na lata de lixo e de repente reparou que a mulher na floricultura o observava. O olhar daquela mulher parecia dizer: "sinto muito". Ele não sabia se aquele pesar dela era pelas flores no lixo ou pela sua espera naufragada.&lt;br /&gt;Foi embora dali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na rua, deixou-se molhar pela chuva para que as pessoas confundissem as lágrimas no seu rosto com gotas do céu.&lt;br /&gt;Ao chegar em casa a mãe, angustiada pelo atraso do marido, levou um susto ao ver o filho encharcado. Rapidamente encheu a banheira com água quente para que o filho pudesse se aquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora já sem perfume, sem gel, sem buquê de flores, ele sentou no sofá para assistir um pouco de televisão, enquanto a sua mãe mudava nervosamente os canais, tentando fingir paciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, o pai entrou em casa, a mãe deu um pulo (contido) do sofá e fingiu-se mais brava do quê preocupada com ele. Nas mãos o pai trazia um buquê de flores e a mãe já não disfarçava a preocupação e o terno amor pelo marido.&lt;br /&gt;Ah...flores!&lt;br /&gt;Espere...aquelas flores murchas estavam acompanhadas de um cartão. Um cartão que dizia: "Eu te amo! E este é o primeiro que vos digo dos milhares que tanto guardei desde sempre"&lt;br /&gt;Este foi o cartão que ele havia escrito para a amada que não o amava, aquele era o buquê que ele havia comprado e horas depois arremessado no lixo. Agora ele entendeu o motivo pelo qual as flores do seu pai sempre eram meio acabadas. Agora ele entendeu que o seu sofrimento era uma vingança dos tantos desamores que serviram para alimentar o amor dos seus pais. &lt;strong&gt;Ele&lt;/strong&gt; era fruto do amor vil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265450202242646930-2866617818353668415?l=incontaveis.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://incontaveis.blogspot.com/feeds/2866617818353668415/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8265450202242646930&amp;postID=2866617818353668415&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265450202242646930/posts/default/2866617818353668415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265450202242646930/posts/default/2866617818353668415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://incontaveis.blogspot.com/2008/05/um-conto-dum-fato-ou-um-contado-ou.html' title='Um conto d&apos;um fato (ou um contado, ou seria contato?!)'/><author><name>Camila Vivas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08639821876600775079</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17238424240442383190'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265450202242646930.post-890675466007215030</id><published>2008-04-28T19:02:00.000-07:00</published><updated>2008-04-28T20:29:30.752-07:00</updated><title type='text'>ArteFacto</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_cOzfkIoYNVU/SBaTosDU4UI/AAAAAAAAAHY/j-h-Rg9HgsA/s1600-h/estatua.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5194501547447607618" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_cOzfkIoYNVU/SBaTosDU4UI/AAAAAAAAAHY/j-h-Rg9HgsA/s320/estatua.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ana queria sair.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ana queria causar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ana queria vestir.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vestiu uma saia preta de flrores vermelhas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vermelho-bordô.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vermelho-cádimo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vermelho-tourada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vermelho-ferida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vermelho-coisa mundana.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vermelho-Ana.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ana queria mudar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ana queria comprar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Parou numa loja de estatuetas, porque achou que de fato, ali haveria arte para encher os olhos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Arte.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Arte-mito.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fato.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Arte-fato.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Artefacto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ana escolheu um artefacto e o levou pra casa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Colocou-o em frente ao espelho e viu que o brilho dos metais preciosos, cravados na saia da mulata-estatueta, refletiam sobre toda a sala e quase ofuscavam a sua vista.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Olhou-se no espelho, e viu que o brilho do seu ser não podia competir com a estátua.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aproveitou o gesso do trabalho do marido e revestiu-se.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tronco, membros, cabelo... Quase tudo ficou coberto de gesso. Só as mãos (hábeis trabalhadoras) e os olhos, escaparam da camada de massa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como o gesso ainda não havia secado, Ana pôde sorrir um pouco ao ver a estátua a sua frente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ah...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ana-Vencedora.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Naquele duelo de brilho entre estatueta e pré-estátua, Ana venceu, porque o brilho do seu olhar maquiavélico infestou todo o cômodo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265450202242646930-890675466007215030?l=incontaveis.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://incontaveis.blogspot.com/feeds/890675466007215030/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8265450202242646930&amp;postID=890675466007215030&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265450202242646930/posts/default/890675466007215030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265450202242646930/posts/default/890675466007215030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://incontaveis.blogspot.com/2008/04/artefacto.html' title='ArteFacto'/><author><name>Camila Vivas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08639821876600775079</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17238424240442383190'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_cOzfkIoYNVU/SBaTosDU4UI/AAAAAAAAAHY/j-h-Rg9HgsA/s72-c/estatua.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265450202242646930.post-3942473475696791049</id><published>2008-04-11T21:01:00.000-07:00</published><updated>2008-04-11T22:45:34.016-07:00</updated><title type='text'>Prainha</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_cOzfkIoYNVU/SAA6T6NStJI/AAAAAAAAAFw/RKU6p3a-XQE/s1600-h/prainha.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5188210884447745170" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_cOzfkIoYNVU/SAA6T6NStJI/AAAAAAAAAFw/RKU6p3a-XQE/s320/prainha.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Agora, mais uma vez, eu desejei te ter bem aqui ao meu lado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ouvir a sua voz (que você jura não servir para o canto) me fazer tão bem quanto me fazem as palavras que eu vejo ao sair de ti e ocuparem uma tela.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quero o seu abraço virtual satisfazendo o meu desejo real.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agora, quero sentir aquele nervosismo dos primeiros encontros.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aquele nervosismo em que a alma se funde em ânsia e alegria. E o coração oscila entre um taquecardia e uma parada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Feche os olhos...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ouve o susurro, filho meu...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Escutas?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É o som do vento que me leva pra perto de ti.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agora você sabe que estarei sempre aqui, ou melhor...sempre estarei aí com você.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Isto é...se houver um lugar pra mim nesta prainha.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265450202242646930-3942473475696791049?l=incontaveis.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://incontaveis.blogspot.com/feeds/3942473475696791049/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8265450202242646930&amp;postID=3942473475696791049&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265450202242646930/posts/default/3942473475696791049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265450202242646930/posts/default/3942473475696791049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://incontaveis.blogspot.com/2008/04/prainha.html' title='Prainha'/><author><name>Camila Vivas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08639821876600775079</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17238424240442383190'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_cOzfkIoYNVU/SAA6T6NStJI/AAAAAAAAAFw/RKU6p3a-XQE/s72-c/prainha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265450202242646930.post-8424469041427072457</id><published>2008-04-07T18:33:00.000-07:00</published><updated>2008-04-07T19:13:47.047-07:00</updated><title type='text'>23h 15min</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_cOzfkIoYNVU/R_rUQ7TBaBI/AAAAAAAAAFk/oZe-BUP8DiI/s1600-h/036.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186691308131018770" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_cOzfkIoYNVU/R_rUQ7TBaBI/AAAAAAAAAFk/oZe-BUP8DiI/s320/036.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sentada em frente ao espelho, ouvindo uma música que mexe com o íntimo, refaço mentalmente o meu dia. Refaço mentalmente os meus dias. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sinto que o coração está vazando e então sinto com a ponta dos dedos, o líquido escorrer pelo rosto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Estou tão bonita!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esta luz me favorece.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As pessoas me vêem sob outra iluminação.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por instantes me concentrei no reflexo do céu no espelho a minha frente e vi um avião atravessar as nuvens.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No exato momento em que a música atingiu o seu ápice, uma lágrima que estava congelada finalmente conseguiu cair, e junto com ela a chuva começou a cair lá fora.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O céu que segundos antes era uma fusão de brilhos naturais-artificiais, azul, escuro, nuvens espassadas... Transformou-se num imenso lençol cinza.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estou quase explodindo de sensações!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os olhos querem aprisionar as imagens.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O ouvido captura o som do violão e os sussurros do cantor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O cheiro da chuva invade as narinas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Passo a língua entre os lábios e sinto gostos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com as mãos tateio o rosto e afago os cabelos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pronto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fiz uso de todos os sentidos (?).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sinto que as palavras anteriores podem estar mal colocadas, mas não consigo explicar o que se passa entre uma menina, um céu, um espelho e algumas sensações. Perdoe-me se te fiz perder tempo com estes escritos, mas eu precisava dialogar em silêncio.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265450202242646930-8424469041427072457?l=incontaveis.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://incontaveis.blogspot.com/feeds/8424469041427072457/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8265450202242646930&amp;postID=8424469041427072457&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265450202242646930/posts/default/8424469041427072457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265450202242646930/posts/default/8424469041427072457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://incontaveis.blogspot.com/2008/04/23h-15min.html' title='23h 15min'/><author><name>Camila Vivas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08639821876600775079</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17238424240442383190'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_cOzfkIoYNVU/R_rUQ7TBaBI/AAAAAAAAAFk/oZe-BUP8DiI/s72-c/036.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265450202242646930.post-3869615510686383515</id><published>2008-03-27T18:55:00.000-07:00</published><updated>2008-03-27T19:00:51.966-07:00</updated><title type='text'>Caixa de correio</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_cOzfkIoYNVU/R-xQcLTBaAI/AAAAAAAAAFc/op1liENfbFg/s1600-h/bailarina.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182605716195731458" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_cOzfkIoYNVU/R-xQcLTBaAI/AAAAAAAAAFc/op1liENfbFg/s320/bailarina.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E hoje eu tive vergonha de me ver no espelho.&lt;br /&gt;Abri os olhos, pensei no que se havia passado na noite anterior.&lt;br /&gt;Me arrependi tanto de ter dito aquelas coisas!&lt;br /&gt;Senti raiva por ter feito a declaração perfeita de amor, para a pessoa errada ou no momento errado.&lt;br /&gt;Disse coisas que não cabem mais ser ditas. Coisas que estão bem (mal) aqui só comigo.&lt;br /&gt;A minha única esperança é que as minhas palavras se dispersem no vento e sejam ditas, misturadamente, por essa outra pessoa.&lt;br /&gt;Verdadeiramente, não quero que fique com ela, mas já que escolheu assim, então segure-a pela mão e diga em sons, quase imperceptíveis, o quanta a ama.&lt;br /&gt;Seja lá o que ela disser ou fizer depois disso, quero que lembre de mim.&lt;br /&gt;Quero que me recorde como pessoa, não que as minhas palavras ecoem na sua cabeça.&lt;br /&gt;Quero antes que sinta o calor que exala de mim, quase vitalizando-me ao seu lado.&lt;br /&gt;E quando você estiver quente, eu já não estarei mais contigo. Então olhará para a pessoa que está com você e terás a resposta para a indecisão que julgas sentir.&lt;br /&gt;Escrevo esta carta com remetente e destinatário, mas que nunca chegará.&lt;br /&gt;Esta vai pra junto das tantas outras que escrevi.&lt;br /&gt;Vai ficar na caixinha de música, onde há uma bailarina que gira pra um lado só e onde guardo meus pensamentos igualmente mal-fabricados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265450202242646930-3869615510686383515?l=incontaveis.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://incontaveis.blogspot.com/feeds/3869615510686383515/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8265450202242646930&amp;postID=3869615510686383515&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265450202242646930/posts/default/3869615510686383515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265450202242646930/posts/default/3869615510686383515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://incontaveis.blogspot.com/2008/03/caixa-de-correio.html' title='Caixa de correio'/><author><name>Camila Vivas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08639821876600775079</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17238424240442383190'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_cOzfkIoYNVU/R-xQcLTBaAI/AAAAAAAAAFc/op1liENfbFg/s72-c/bailarina.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265450202242646930.post-1251111663420699480</id><published>2008-03-20T19:48:00.000-07:00</published><updated>2008-03-20T21:15:24.855-07:00</updated><title type='text'>Só ensopada</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_cOzfkIoYNVU/R-M047TBZ_I/AAAAAAAAAFU/IMjSJhy6A7s/s1600-h/toalha.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5180042149000996850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_cOzfkIoYNVU/R-M047TBZ_I/AAAAAAAAAFU/IMjSJhy6A7s/s320/toalha.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Hoje olhei pro céu e vi aquelas gotas dançantes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ontem, saindo de casa, também as vi, na sua dança costumeira.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E elas tilintavam sobre os carros na avenida, depois deslizavam pelo vidro, obrigando-me a brincar daquilo que chamo de "corrida de gotas".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No banco de trás, desenho com a ponta do dedo, corações na janela. Em seguida escrevo meu nome e...somente meu nome.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ali na janela não há mais espaço para nome algum.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aqui no meu coração não há mais espaço.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(suspiro)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Acomodo-me melhor, no banco, mas vejo que falta pouco pra terminar o meu percurso. Logo, logo vou ter que sair dessa redoma confortável. E é quase sempre assim. Quando estou aconchegada n'algum corpo, vejo que tenho que ir embora.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Abandonando o 'ontem', volto a narrar o 'hoje' que daqui há algumas horas será também o 'ontem'.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje-quase-ontem, sentei numa cadeira sob o céu. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E o céu é tão lindo no interior da cidade! Os céus são tão lindos nos interiores humanos!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Uma &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;g&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;o &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;t&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;a&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Outras mais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ainda bem que estou embaixo de uma árvore. Ela me protege.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Protege?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Do quê?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Me protege da água?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vou me entregar à dança líquida.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sinto frio, mas ele é menor do que aquela baixa temperatura em que está inserido o meu coração.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mesmo estando ensopada, esse vento frio não me faz nem cócegas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De repente sinto um arrepio e começo a sentir falta daqueles arrepios que &lt;em&gt;ele&lt;/em&gt; me causava.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Acho que chegou o momento de entrar em casa e me secar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Acho que chegou o momento de dissecar aquelas lembranças.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265450202242646930-1251111663420699480?l=incontaveis.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://incontaveis.blogspot.com/feeds/1251111663420699480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8265450202242646930&amp;postID=1251111663420699480&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265450202242646930/posts/default/1251111663420699480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265450202242646930/posts/default/1251111663420699480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://incontaveis.blogspot.com/2008/03/s-ensopada.html' title='Só ensopada'/><author><name>Camila Vivas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08639821876600775079</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17238424240442383190'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_cOzfkIoYNVU/R-M047TBZ_I/AAAAAAAAAFU/IMjSJhy6A7s/s72-c/toalha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265450202242646930.post-840544035838659871</id><published>2008-03-08T14:58:00.000-08:00</published><updated>2008-03-15T13:57:38.513-07:00</updated><title type='text'>Uma nova forma de morrer</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_cOzfkIoYNVU/R9M41iUfbPI/AAAAAAAAAEg/zBuYdp8aO-A/s1600-h/per%C3%B3la+negra.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5175542889175805170" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_cOzfkIoYNVU/R9M41iUfbPI/AAAAAAAAAEg/zBuYdp8aO-A/s320/per%C3%B3la+negra.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ana molhava os pés no mar e banhava a alma de sensações.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há tempos ela já havia o deixado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há tempos ela tentava ser mais alegre.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje ela lembrava daquele último diálogo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Faz dois meses que me transformei numa pessoa que já foi feliz."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E as lágrimas chegavam na pálpebra inferior, mas Ana não permitia que elas invadissem o seu território facial, tão levemente maquiado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E o coração doia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E o orgulho estava ferido.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E o pé doia, porque uma búzio-presente do mar- o havia ferido.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ana sentou ali mesmo, na beirada da praia, molhando seu vestido sem cor e viu o sangue escorrer pelo pé. Ela chegou a conclusão de que a dor sempre vencia. Não podendo esvair-se pelos olhos, o corpo encontrou outra maneira para liberar a sua sensação de desprazer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ah...!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As palavras dele: "minha pequena".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ana sentiu-se&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;minúscula &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;por estar pensando aquilo. Tão pequena, que desejou que ele a abraçasse e a protegesse.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Não. Basta!"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Decidiu dar [a]deus a sua vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foi caminhando pela praia com um só pensamento na cabeça.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ao chegar em casa ela pôs aquele vestido velho, que só usava em ocasiões especiais. Aquele vestido vermelho e em excelente estado. Penteou-se muito bem e colocou a corrente no pescoço.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pronto!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estava pronta pra abandonar a vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Naquele exato momento o interfone tocou e ela viu o carro parado lá embaixo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Olhou-se mais uma vez no espelho e saiu com aquele homem que há tanto tempo a convidava pra jantar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E ela finalmente conseguiu morrer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Despediu-se da vida, luxuosamente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ana foi. Com a corrente no pescoço.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Morreu sufocada com a jóia de família.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265450202242646930-840544035838659871?l=incontaveis.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://incontaveis.blogspot.com/feeds/840544035838659871/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8265450202242646930&amp;postID=840544035838659871&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265450202242646930/posts/default/840544035838659871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265450202242646930/posts/default/840544035838659871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://incontaveis.blogspot.com/2008/03/uma-nova-forma-de-morrer.html' title='Uma nova forma de morrer'/><author><name>Camila Vivas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08639821876600775079</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17238424240442383190'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_cOzfkIoYNVU/R9M41iUfbPI/AAAAAAAAAEg/zBuYdp8aO-A/s72-c/per%C3%B3la+negra.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265450202242646930.post-2928733436305266017</id><published>2008-02-29T18:42:00.000-08:00</published><updated>2008-02-29T19:01:10.725-08:00</updated><title type='text'>Me surpre[end]e</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_cOzfkIoYNVU/R8jC8rJnxGI/AAAAAAAAAEQ/WZa8Z3MLtfE/s1600-h/surpreende.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5172598519666033762" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_cOzfkIoYNVU/R8jC8rJnxGI/AAAAAAAAAEQ/WZa8Z3MLtfE/s320/surpreende.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;-Promete nunca me deixar?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Prometo. Quero poder traçar meu horizonte pelos teus olhos, sempre.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Mas o sempre chegou ao fim.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Você me vê olhando pra frente e pensa que sou uma pobre mulher abandonada, que não tem olhos-mapa-de-horizonte. Acha que estou sozinha agora? Engano seu. Ele cumpriu a sua promessa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Ela põe as mãos na barriga, fecha os olhos e sente, com a mesma calma daqueles residentes do Olimpo, que guarda dentro de si a prova vital do amor que já se foi.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265450202242646930-2928733436305266017?l=incontaveis.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://incontaveis.blogspot.com/feeds/2928733436305266017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8265450202242646930&amp;postID=2928733436305266017&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265450202242646930/posts/default/2928733436305266017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265450202242646930/posts/default/2928733436305266017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://incontaveis.blogspot.com/2008/02/me-surpreende.html' title='Me surpre[end]e'/><author><name>Camila Vivas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08639821876600775079</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17238424240442383190'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_cOzfkIoYNVU/R8jC8rJnxGI/AAAAAAAAAEQ/WZa8Z3MLtfE/s72-c/surpreende.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265450202242646930.post-106606511955509373</id><published>2008-02-26T05:24:00.000-08:00</published><updated>2008-02-26T06:20:55.432-08:00</updated><title type='text'>Junto à janela</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_cOzfkIoYNVU/R8Qf0M4W0dI/AAAAAAAAAEI/tyXNku8cCGQ/s1600-h/janela.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5171293253799432658" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_cOzfkIoYNVU/R8Qf0M4W0dI/AAAAAAAAAEI/tyXNku8cCGQ/s320/janela.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Escuro. Sozinha. Frio. Amargura. Preto. Fim. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Todas aquelas palavras soavam na sua sonza cabeça, agora.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estava num quarto escuro chorando triste e enraivecida por dar-se ao luxo de sentir saudade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cada lágrima tinha aquele gosto ruim que ela já conhecia há muito tempo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Queria esvair-se como as lágrimas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Queria ser líquido amargo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Queria não ter gosto de tristeza.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Queria apenas poder ser algo, porque agora ela simplesmente sentiu que não existia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Abraçou-se e viu que estava gelada. Um frio lhe percorreu o corpo e só então lembrou que naquele quarto havia uma janela aberta. Correu desesperadamente para tentar conter aquele vento que atrapalhava seus pensamentos ridículos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao chegar à janela, olhou o mundo que sua vista podia alcançar. As visões eram tão interessantes que ela resolveu puxar uma cadeira e sentar-se diante daquele espetáculo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma família jantava no apartamento em frente. Pai e mãe ainda eram jovens e a filha tinha uma beleza angelical. Tudo estava harmoniosamente bem até que o celular do homem tocou e ele abandonou mulher e filha sozinhas para ir à um compromisso de trabalho. A menina chorava por não poder jantar com o pai. A mãe chorava por sentir que estava perdendo o marido.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A observadora imaginava a cena dessa forma. Ela não tinha certeza, mas alguma coisa dizia que estava certa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Abandonou a ex-família-feliz e deteve-se em olhar um velho homem sozinho no banco da praça a poucos metros de distância.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele parecia cantarolar, mas ela não conseguia entender qual era a canção. O homem tirou do bolso da jaqueta pedaços velhos de pão e pôs-se a dar aos cães que lhe seguiam. Quando o pão acabou os cachorros ainda continuaram ali e o velho olhou para o céu e soltou uma frase que soava clara nos ouvidos da observadora: "estou aqui, como sempre prometi estar,Helena. Por que você está tão longe de mim,agora?" E uma lágrima rolou por aquele rosto cansado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma chuva fina e insistente começou a cair e a observadora olhou para o lugar de onde vinha a chuva e chegou a pensar que aquelas gotas eram a soma de todas as lágrimas que caiam nesse instante. Precisava fechar a janela, porque a chuva invadia seu território e estava quase apagando a única coisa quente ali: uma vela. Deu uma última olhada nos personagens das suas observações.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A moça vestia uma roupa quente na filha e corria pra secar o marido que acabara de chegar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O velho colocou um chapéu na cabeça, entrou na padaria para tomar um café quente e esperar a chuva passar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agora sim ela podia fechar a janela.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265450202242646930-106606511955509373?l=incontaveis.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://incontaveis.blogspot.com/feeds/106606511955509373/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8265450202242646930&amp;postID=106606511955509373&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265450202242646930/posts/default/106606511955509373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265450202242646930/posts/default/106606511955509373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://incontaveis.blogspot.com/2008/02/junto-janela.html' title='Junto à janela'/><author><name>Camila Vivas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08639821876600775079</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17238424240442383190'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_cOzfkIoYNVU/R8Qf0M4W0dI/AAAAAAAAAEI/tyXNku8cCGQ/s72-c/janela.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265450202242646930.post-6363084247173581542</id><published>2008-02-25T16:58:00.000-08:00</published><updated>2008-02-25T17:28:46.288-08:00</updated><title type='text'>Constatação necessária</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_cOzfkIoYNVU/R8NnHs4W0cI/AAAAAAAAAEA/4YdufO8t8L8/s1600-h/prisma.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5171090179155743170" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_cOzfkIoYNVU/R8NnHs4W0cI/AAAAAAAAAEA/4YdufO8t8L8/s320/prisma.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é só mais um dia dentre os que já vivi ao longo destes quase-dezoito-anos.&lt;br /&gt;Tenho pensado tanto em você!&lt;br /&gt;Tenho pensado tanto em nós dois!&lt;br /&gt;Tenho tentado não pensar nela.&lt;br /&gt;Já não suporto mais ficar lamentando essa realidade.&lt;br /&gt;Como naquele filme, gostaria de apagar a parte da minha memória que está reservada à você.&lt;br /&gt;Chega de degustar a dor! Agora vou colocar um prisma em cima da mesa e encontrar um pote de ouro no final do meu &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;a&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;r&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;c&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;o&lt;/span&gt;-&lt;span style="color:#009900;"&gt;í&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;r&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;i&lt;/span&gt;s.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265450202242646930-6363084247173581542?l=incontaveis.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://incontaveis.blogspot.com/feeds/6363084247173581542/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8265450202242646930&amp;postID=6363084247173581542&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265450202242646930/posts/default/6363084247173581542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265450202242646930/posts/default/6363084247173581542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://incontaveis.blogspot.com/2008/02/constatao-necessria.html' title='Constatação necessária'/><author><name>Camila Vivas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08639821876600775079</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17238424240442383190'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_cOzfkIoYNVU/R8NnHs4W0cI/AAAAAAAAAEA/4YdufO8t8L8/s72-c/prisma.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265450202242646930.post-800541944585976709</id><published>2008-02-14T21:08:00.000-08:00</published><updated>2008-02-14T21:22:24.647-08:00</updated><title type='text'>Si-lên-cio</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_cOzfkIoYNVU/R7UfAs4W0PI/AAAAAAAAACY/GeG6F1wqwSA/s1600-h/quarto.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5167070244385509618" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_cOzfkIoYNVU/R7UfAs4W0PI/AAAAAAAAACY/GeG6F1wqwSA/s320/quarto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;-Então é isso, não é?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Então o quê?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Acabou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-O quê acabou?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Não é possível, você está se fazendo de boba até num momento sério como esse.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Eu não estou me fazendo de boba. Fiz uma pergunta simples, porque estou confusa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Pois muito bem, se você quer saber o que acabou, eu digo: o nosso relacionamento, o meu amor por você.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Acabou? Por que?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-A resposta você mesma já deu. Acabou porque você é confusa demais e o meu amor precisa de segurança e não de imprecisão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Nunca pensei que o amor precisasse de racionalidade pra se sustentar. Pelo menos o meu amor transcende a razão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Silêncio&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;-Ainda te amo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Eu sei.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-É só isso que tem a dizer?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Não.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Então diz, porque estou aqui, como sempre estive, ouvindo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Sinto muito, mas o que tenho a dizer não lhe agrada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Ainda assim quero ouvir.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Você sabe que sempre te amei muito. Larguei toda minha vida pra arriscar uma vida nova com você. Me joguei sem medo nos teus braços e de tudo que o mundo podia oferecer me bastava seu sorriso. O nosso amor me consumiu, mas agora ele sumiu. Quero voltar pra minha antiga vida, onde eu dormia enlaçado pela segurança e embalado pela estabilidade. Pra mim chega de confusão. Chega de você.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Acabou?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Sim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Silêncio&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;-Você não vai dizer nada?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Não.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Como não? Eu digo que o nosso relacionamento acabou e a única coisa que você vai fazer é ficar calada?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-É.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Não acredito. Por que,hein?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Porque tudo que eu disser será inútil. A única coisa que eu desejo é o seu amor, mas isso eu já não tenho mais, então prefiro o silêncio pra me acostumar com o vazio da minha alma.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Mais uma vez o silêncio tomou conta do ambiente, mas não como outrora. O silêncio agora era consequência do beijo dos amantes.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265450202242646930-800541944585976709?l=incontaveis.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://incontaveis.blogspot.com/feeds/800541944585976709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8265450202242646930&amp;postID=800541944585976709&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265450202242646930/posts/default/800541944585976709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265450202242646930/posts/default/800541944585976709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://incontaveis.blogspot.com/2008/02/si-ln-cio.html' title='Si-lên-cio'/><author><name>Camila Vivas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08639821876600775079</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17238424240442383190'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_cOzfkIoYNVU/R7UfAs4W0PI/AAAAAAAAACY/GeG6F1wqwSA/s72-c/quarto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265450202242646930.post-4391235331281941089</id><published>2008-02-06T03:52:00.000-08:00</published><updated>2008-02-06T04:04:34.554-08:00</updated><title type='text'>[A]gosto</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_cOzfkIoYNVU/R6mh-bEXMJI/AAAAAAAAACI/NVT_LnspDzk/s1600-h/lÃ¡pide.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5163836541546999954" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_cOzfkIoYNVU/R6mh-bEXMJI/AAAAAAAAACI/NVT_LnspDzk/s320/l%C3%A1pide.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O dia está cinza e eu tomei uma decisão: quero te ver.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mesmo que eu não possa sentir a sua língua cálida, flamejar meus poros gustativos;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mesmo que eu não possa ter as suas mãos descobrindo meu rosto;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mesmo que eu não tenha mais o direito de reter o seu perfume na minha memória;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ainda assim eu quero te ver, porque agora é agosto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Espere...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não é agosto?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não é a gosto?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então não quero te ver.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Suma daqui com estes teus beijos tóxicos, com estas mãos ásperas e com este cheiro fétido de quem já se foi há muito tempo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Suma da minha vida e me deixe sozinha com minhas lembranças-restos-(i)mortais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265450202242646930-4391235331281941089?l=incontaveis.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://incontaveis.blogspot.com/feeds/4391235331281941089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8265450202242646930&amp;postID=4391235331281941089&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265450202242646930/posts/default/4391235331281941089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265450202242646930/posts/default/4391235331281941089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://incontaveis.blogspot.com/2008/02/agosto.html' title='[A]gosto'/><author><name>Camila Vivas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08639821876600775079</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17238424240442383190'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_cOzfkIoYNVU/R6mh-bEXMJI/AAAAAAAAACI/NVT_LnspDzk/s72-c/l%C3%A1pide.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265450202242646930.post-7572387360883712945</id><published>2008-01-24T04:07:00.000-08:00</published><updated>2008-01-24T04:52:03.136-08:00</updated><title type='text'>Porque hoje é 24</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_cOzfkIoYNVU/R5iEvrEXMII/AAAAAAAAAB4/YGgbL5_Uxug/s1600-h/caminhando.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5159019327702642818" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_cOzfkIoYNVU/R5iEvrEXMII/AAAAAAAAAB4/YGgbL5_Uxug/s320/caminhando.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quero sair por aí.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Botar o pé em alguma estrada e me jogar pra onde os meus pensamentos me levem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quero ir ao nada, rumo ao horizonte.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Horizonte meu? Horizonte seu? De quem?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Apenas horizonte.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Estou bem hoje, porque ontem joguei o meu amor no liquidificador, misturei com montes de sentimentos e pitadas de insanidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Transformei aquilo que eu guardei por tanto tempo, tão cuidadosamente, em uma miscelânia de desprazeres.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tudo virou líquido que eu bebi numa verocidade assustadora.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Voltou pra mim aquilo que inicialmente pensei jogar fora, mas não da mesma forma que antes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agora não sei o que pode acontecer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Será que vai me fazer mal?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Acho que já enfrentei venenos piores.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Será que vai doer?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pra mim tanto faz, porque já me acostumei com esse tipo de menifestação do meu corpo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Movimento meus pés e vou em direção ao fim.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;Mas...que fim?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;Fim de quê?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265450202242646930-7572387360883712945?l=incontaveis.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://incontaveis.blogspot.com/feeds/7572387360883712945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8265450202242646930&amp;postID=7572387360883712945&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265450202242646930/posts/default/7572387360883712945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265450202242646930/posts/default/7572387360883712945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://incontaveis.blogspot.com/2008/01/quero-sair-por.html' title='Porque hoje é 24'/><author><name>Camila Vivas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08639821876600775079</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17238424240442383190'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_cOzfkIoYNVU/R5iEvrEXMII/AAAAAAAAAB4/YGgbL5_Uxug/s72-c/caminhando.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265450202242646930.post-6898700147769075928</id><published>2008-01-20T11:37:00.000-08:00</published><updated>2008-01-22T07:56:17.762-08:00</updated><title type='text'>Aquela palavra</title><content type='html'>Ela pensou: "que engraçado!"&lt;br /&gt;Ela sempre gostou das palavras e sabia que elas tinham grandes poderes.&lt;br /&gt;Estando feliz ou depressiva era nas palavras que ela se refugiava.&lt;br /&gt;As palavras eram suas melhores amigas.&lt;br /&gt;Elas é que davam tempero à sua vidinha tão monótona.&lt;br /&gt;Ela nunca imaginou que pudesse ser apunhalada por uma palavra.&lt;br /&gt;Era só uma palavra. Nove letras. Quatro sílabas.&lt;br /&gt;Ela chorou copiosa e verdadeiramente.&lt;br /&gt;Chorou por causa da dor que sentia ocasionada pela palavra e chorou pela traição da palavra em si.&lt;br /&gt;Mais uma vez ela recorreu às palavras para tentar amenizar seu sofrimento.&lt;br /&gt;Mais uma vez as palavras se portaram como suas amigas e secaram suas lágrimas.&lt;br /&gt;No final das contas, ela já nem lembrava da traição e riu na cara da &lt;em&gt;palavra maldita&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Palavra, na verdade, nem tão maldita assim.&lt;br /&gt;Unf... &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;na-mo-ran-do&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Ela soletrou e achou engraçado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265450202242646930-6898700147769075928?l=incontaveis.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://incontaveis.blogspot.com/feeds/6898700147769075928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8265450202242646930&amp;postID=6898700147769075928&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265450202242646930/posts/default/6898700147769075928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265450202242646930/posts/default/6898700147769075928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://incontaveis.blogspot.com/2008/01/aquela-palavra.html' title='Aquela palavra'/><author><name>Camila Vivas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08639821876600775079</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17238424240442383190'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265450202242646930.post-3358741213993962307</id><published>2008-01-19T11:20:00.000-08:00</published><updated>2008-01-22T08:01:57.574-08:00</updated><title type='text'>Ela pergunta, Ela responde</title><content type='html'>&lt;span style="color:#999999;"&gt;Perguntas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;1)&lt;/span&gt; Por que?&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;2)&lt;/span&gt; Por que eu tenho que ficar assim?&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;3)&lt;/span&gt; Por que meus pensamentos não obedecem ao meu comando?&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;4)&lt;/span&gt; Por que estou sem você?&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;5)&lt;/span&gt; Por que sinto tanto a sua falta?&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;6)&lt;/span&gt; Por que algumas pessoas conseguem ser tão marcantes?&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;7)&lt;/span&gt; Por que você foi embora, mas ainda continua em mim?&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;8)&lt;/span&gt; Por que isso machuca?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Respostas &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;1)&lt;/span&gt; Porque tinha que ser assim&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;2)&lt;/span&gt; Porque &lt;em&gt;eu&lt;/em&gt; quero. Porque gosto de estar inserida nesta situação.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;3)&lt;/span&gt; Obedecem sim, mas eu nem sei o que quero de verdade.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;4)&lt;/span&gt; Porque você quis que assim fosse.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;5)&lt;/span&gt; Porque me arrependi de ter te deixado ir embora.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;6)&lt;/span&gt; Porque um dia (talvez ainda hoje) eu as amei muito.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;7)&lt;/span&gt; Porque eu não quero que você vá embora.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;8)&lt;/span&gt; Porque é amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265450202242646930-3358741213993962307?l=incontaveis.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://incontaveis.blogspot.com/feeds/3358741213993962307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8265450202242646930&amp;postID=3358741213993962307&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265450202242646930/posts/default/3358741213993962307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265450202242646930/posts/default/3358741213993962307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://incontaveis.blogspot.com/2008/01/ela-pergunta-ela-responde.html' title='Ela pergunta, Ela responde'/><author><name>Camila Vivas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08639821876600775079</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17238424240442383190'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265450202242646930.post-3430283439126849316</id><published>2008-01-14T11:46:00.000-08:00</published><updated>2008-01-14T12:05:28.788-08:00</updated><title type='text'>Impróprio</title><content type='html'>O carro percorre os exatos 70 km.&lt;br /&gt;O céu ganha, aos poucos, um tom de amarelo-dourado.&lt;br /&gt;O sol se põe.&lt;br /&gt;E eu?&lt;br /&gt;Eu lembro de você.&lt;br /&gt;Está tocando alguma música, mas eu não consigo me fixar na letra, porque meus pensamentos e sentidos são (so)mente seus; ou melhor...são nossos!&lt;br /&gt;O vento me refresca o corpo , leva o meu cabelo pra alguma direção que desconheço, fecha os meus olhos e me traz o seu cheiro.&lt;br /&gt;Cheiro que eu verdadeiramente, nunca senti em você, mas eu sei que é seu. E sei também que um dia vou sentir, não só o perfume, mas vou te sentir por completo bem aqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265450202242646930-3430283439126849316?l=incontaveis.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://incontaveis.blogspot.com/feeds/3430283439126849316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8265450202242646930&amp;postID=3430283439126849316&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265450202242646930/posts/default/3430283439126849316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265450202242646930/posts/default/3430283439126849316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://incontaveis.blogspot.com/2008/01/imprprio.html' title='Impróprio'/><author><name>Camila Vivas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08639821876600775079</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17238424240442383190'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265450202242646930.post-8862560479954326478</id><published>2008-01-12T17:42:00.000-08:00</published><updated>2008-01-12T18:20:16.930-08:00</updated><title type='text'>Calabouço domiciliar</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_cOzfkIoYNVU/R4l1O9r_-UI/AAAAAAAAABk/bS_SjTbS23Y/s1600-h/montagem+completa.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5154780148439972162" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_cOzfkIoYNVU/R4l1O9r_-UI/AAAAAAAAABk/bS_SjTbS23Y/s320/montagem+completa.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ela estava cansada. Sua vontade era de comer e cair sobre as páginas do livro até o sono chegar. Mas não podia fazer isso. Não hoje, porque seus amigos haviam acabado de chegar de viagem e marcaram uma saida. Ela estava morrendo de saudade deles e a falta que eles faziam, era maior que o seu cansaço.&lt;br /&gt;Abriu o guarda-roupa e escolheu uma roupa que lhe fazia muito bem. Olhou-se no espelho e sentiu-se satisfeita com o que via refletido ali. Um barulhinho nas suas costas, anunciava que havia recebido uma nova mensagem instantânea. Era ele! Queria vê-la e estaria no mesmo lugar onde ela estaria com os amigos. Mais do que no instante anterior, ela sentia-se es-plên-di-da. Nada poderia estragar aquela noite!&lt;br /&gt;Uma das suas músicas favoritas tocava no volume máximo e ela olhou o relógio. Minha nossa... já estava atrasada!&lt;br /&gt;Pegou sua bolsa e desceu a escada correndo, com um sorriso no rosto e uma música na cabeça.&lt;br /&gt;Olhou para a porta e não viu as chaves. Onde elas estavam?&lt;br /&gt;Procurou no sofá, na mesinha, na estante e em toda a sala.&lt;br /&gt;Procurou na mesa, no balcão, em cima da geladeira e em toda a cozinha.&lt;br /&gt;Procurou no guarda roupa, na cama, na prateleira, na cômoda, na mesinha e em todo o quarto.&lt;br /&gt;Procurou, procurou, até que o sorriso se desfez e a música já não ecoava nos seus ouvidos.&lt;br /&gt;Não encontrou as chaves.&lt;br /&gt;Não pôde sair.&lt;br /&gt;Não viu os amigos.&lt;br /&gt;Não o viu.&lt;br /&gt;Ela quis chorar e ela chorou.&lt;br /&gt;Ela quis chocolate e ela comeu.&lt;br /&gt;Ela quis ouvir músicas tristes e ela ouviu.&lt;br /&gt;Ela queria encontrar as chaves e não conseguiu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265450202242646930-8862560479954326478?l=incontaveis.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://incontaveis.blogspot.com/feeds/8862560479954326478/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8265450202242646930&amp;postID=8862560479954326478&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265450202242646930/posts/default/8862560479954326478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265450202242646930/posts/default/8862560479954326478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://incontaveis.blogspot.com/2008/01/calabouo-domiciliar.html' title='Calabouço domiciliar'/><author><name>Camila Vivas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08639821876600775079</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17238424240442383190'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_cOzfkIoYNVU/R4l1O9r_-UI/AAAAAAAAABk/bS_SjTbS23Y/s72-c/montagem+completa.JPG' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265450202242646930.post-6457464669499417500</id><published>2008-01-09T21:12:00.000-08:00</published><updated>2008-01-10T19:51:19.489-08:00</updated><title type='text'>O nosso amor a gente é quem sabe</title><content type='html'>Você não consegue entender, porque não me olha com os olhos do coração e não vê a ferida que ainda está aberta em mim. Você pergunta se eu te entendo e eu, no auge da minha compreenssão, digo que entendo sim e não peço, mas desejo, profundamente, o seu entendimento, o seu apoio, algumas boas palavras. Me entristeço, mas não por muito tempo, porque sei que não tínhamos futuro. Nunca tivemos. Como você mesmo disse: vivemos em mundos diferentes! Estou à mil anos-luz de ti e ao mesmo tempo, em desejo, posso sentir nossa proximidade. Eu me importo com o fim, mas é necessário que o haja pra eu ter a chance de recomeçar. Me despeço das conversas animadoras, das noites na praça, do nervosismo das 19:30, dos seus carinhos, do seu cheiro forte, das minhas mãos delicadas nas suas, dos teus beijos e de tudo aquilo que não significou nada pra você. Você me procura e diz que o nosso caso tem solução, mas como eu posso permanecer ao lado de um cego de coração? Só queria que enchergasse e curasse as minhas feridas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265450202242646930-6457464669499417500?l=incontaveis.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://incontaveis.blogspot.com/feeds/6457464669499417500/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8265450202242646930&amp;postID=6457464669499417500&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265450202242646930/posts/default/6457464669499417500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265450202242646930/posts/default/6457464669499417500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://incontaveis.blogspot.com/2008/01/o-nosso-amor-gente-quem-sabe.html' title='O nosso amor a gente é quem sabe'/><author><name>Camila Vivas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08639821876600775079</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17238424240442383190'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265450202242646930.post-63908173163744498</id><published>2008-01-07T17:36:00.000-08:00</published><updated>2008-01-07T18:25:21.636-08:00</updated><title type='text'>cê-a-êmi-i-éli-a</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Talvez, se eu quisesse, poderia escrever os versos mais bonitos e emocionantes pra você. Poderia encher a página com declarações calorosas e dizer, em variadas formas, o quanto te amo, mas...eu não quero fazer isso! A única coisa que eu desejaria é me transpor nestas palavras para penetrar, em forma de luz, nos teus olhos; me encaminhar para sua mente e...apenas ficar ali.&lt;br /&gt;Ficar &lt;strong&gt;cá&lt;/strong&gt;?&lt;br /&gt;Ficar aqui, co&lt;strong&gt;mi&lt;/strong&gt;go?&lt;br /&gt;Ficar &lt;strong&gt;lá&lt;/strong&gt;?&lt;br /&gt;Ficar assim?&lt;br /&gt;Fi&lt;strong&gt;C&lt;/strong&gt;ar&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;a&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;m&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;i&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;l&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;a&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265450202242646930-63908173163744498?l=incontaveis.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://incontaveis.blogspot.com/feeds/63908173163744498/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8265450202242646930&amp;postID=63908173163744498&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265450202242646930/posts/default/63908173163744498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265450202242646930/posts/default/63908173163744498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://incontaveis.blogspot.com/2008/01/c-mi-i-li.html' title='cê-a-êmi-i-éli-a'/><author><name>Camila Vivas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08639821876600775079</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17238424240442383190'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8265450202242646930.post-7896065207065616867</id><published>2008-01-05T07:23:00.000-08:00</published><updated>2008-01-05T07:39:22.142-08:00</updated><title type='text'>Hunf...!</title><content type='html'>Sábado, 5 de dezembro de 2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma manhã sem surpresas.&lt;br /&gt;Dormi pessimamente e, por incrível que pareça, acordei de bom humor.&lt;br /&gt;Já estava acostumada com o meu outro humor, então as coisas parecem meio estranhas nesse espírito "novo".&lt;br /&gt;Será que essa coisa boa saiu de dentro de mim?&lt;br /&gt;Como é possível?&lt;br /&gt;Ainda na madrugada de hoje, fui dormir com o rosto "plastificado" de lágrimas e pensamentos ruins na cabeça.&lt;br /&gt;Ah...já sei!&lt;br /&gt;Foram as estrelas.&lt;br /&gt;(só pode ter sido isso)&lt;br /&gt;Antes que  meus olhos se fechassem por um longo tempo, eu adimirei as estrelas emolduradas na janela do meu quarto.&lt;br /&gt;Eram tão lindas!&lt;br /&gt;A noite estava escura (assim como a minha vida), mas o brilho das estrelas superava a escuridão.&lt;br /&gt;Naquele momento eu desejei ser uma estrela, porque queria ser superior ao escuro da vida.&lt;br /&gt;Pronto!&lt;br /&gt;Acho que a razão para eu estar bem, foram os meus devaneios da madrugada.&lt;br /&gt;Ai, ai!&lt;br /&gt;Acho que preciso "&lt;em&gt;utopiar&lt;/em&gt;" mais vezes ao olhar pra cima.&lt;br /&gt;Acho que preciso de uma continuação dessa minha fase "happy"!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8265450202242646930-7896065207065616867?l=incontaveis.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://incontaveis.blogspot.com/feeds/7896065207065616867/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8265450202242646930&amp;postID=7896065207065616867&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265450202242646930/posts/default/7896065207065616867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8265450202242646930/posts/default/7896065207065616867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://incontaveis.blogspot.com/2008/01/hunf.html' title='Hunf...!'/><author><name>Camila Vivas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08639821876600775079</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17238424240442383190'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry></feed>